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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007


(felinos na noite)
pelos móveis pelo chão
ronronando
felina satisfação
contaminando
o ambiente com carinho
pêlos e sofisticação
de raça ou de rua
seres da madrugada
sinistros ou fofinhos
longilíneos ou pequeninos
gatos
passeando
pela casa
madrugando
em meu colo.

Liz Christiane


Afinal o que sou?
Se não sei o que sinto.
Quantas vezes já amei?
Ou então fantasiei
Amores são infinitos.
Sou GATA DE RUA...
Sem amo sem dono
Sem gato e sem cama.
Sem laço de fita
Que faça sentir
Aflição no pescoço.
Sou GATA DE RUA...
Só sei amar a Lua.
Sei enlear-me no macho,
Ser apertada no abraço
Comer, beber e sumir.
Sou GATA DE RUA...
Sem dono e sem laço.
Yedda Gaspar Borges


LIVRO: O TERCEIRO TRAVESSEIRO
Autor: Nelson Luiz de Carvalho
Editora: Siciliano – Selo ARX
Número de páginas: 216

Uma leitura que deverá contribuir de forma positiva para o fortalecimento do respeito a que todo ser humano tem direito

Baseado na vida real, a partir de uma história de amor pouco ortodoxa, O Terceiro Travesseiro desvenda a realidade de uma sociedade que começa a enfrentar seus medos e preconceitos ao abordar um tema bastante atual como o homossexualismo.

O livro focaliza a descoberta da sexualidade entre dois adolescentes, Marcus e Renato, que estudam na mesma escola, jogam futebol, são muito amigos e de repente passam a compartilhar suas fantasias amorosas. Mantendo-se fiéis apenas aos seus sentimentos, quando experimentam novas formas de prazer, após vencer a luta para tornar seu relacionamento aceito pelas famílias, a dupla se vê diante de um novo desafio: o aparecimento de uma garota que vai compor a terceira ponta do triângulo, tornando-se o elemento que transforma a situação, até então óbvia, em uma relação inusitada. Ao despertar a bissexualidade de ambos, surgem novos desejos que passam a ser vivenciados de maneira explícita e autêntica.

Escrito de maneira realista e contundente, falando de amor, paixão e liberdade, O Terceiro Travesseiro , primeiro romance de Nelson Luiz de Carvalho , desafia rótulos pré-estabelecidos ao testar a livre expressão sexual de seus personagens. Com uma grande carga erótica, humanizada por fatos corriqueiros do dia-a-dia, o livro contém fortes implicações sociais ao revelar os meandros da consciência de um jovem comum da classe média paulistana perante as solicitações e apelos sexuais do mundo moderno.

MUITO BOM RECOMENDO!!!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007


Amizade
Há certas horas, que não precisamos de um Amor
Não precisamos da paixão desmedida
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar,
que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado;
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado,
mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amigo !